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Exposição O Legado do TUI

Ao longo do projeto “Memória Teatrais: O Legado do TUI” foram reunidas, organizadas e compiladas informações, documentos, registros, recordações, relatos e outros materiais que colaborassem com a estruturação histórica da trajetória do TUI. Clenio Faccin, peça fundamental para manutenção e longevidade do grupo, tem sua história intimamente ligada ao Teatro Universitário Independente. Então olhar para a história do TUI, é olhar para a história de Clenio.

Uma das formas de apresentar essa história foi organizá-la em uma exposição com banners, fotos, elementos cênicos e vídeos que ficaram expostos por quase dois meses no Espaço Cultural Victorio Faccin. Além disso, foram organizadas visitas guiadas conduzidas por integrantes do TUI falando e aprofundando os detalhes da história do grupo. Para aqueles que não puderam ir ver pessoalmente, preparamos uma versão online dela.

Esperamos que aproveitem a jornada pela história do grupo.

Banner retangular com orientação vertical e fundo vermelho escuro. Na parte superior esquerda, o título em letras amarelas: O início como TUSM. Abaixo do título, em letras brancas: O Teatro Universitário de Santa Maria (TU ou TUSM) foi criado no início da década de 1960 e teve como sede a Sala João Belém. O grupo atuou regularmente até 1964, quando o teatro foi fechado pela ditadura militar. Em 1967, com uma nova leva de estudantes mobilizados e com um forte desejo de fazer teatro, o TUSM ressurge com o espetáculo Figueira do Inferno sob direção de Jomar Cunha e Clenio Faccin no elenco. Na parte central, inferior e direita, fotos em preto e branco, reportagens de jornais antigos com papéis amarelados, anúncios de espetáculos e uma carta datilografada. As imagens estão circundadas por uma linha amarela fina e em algumas delas, abaixo, há o crédito da imagem. Na parte superior direita, foto de uma plateia em uma sala, com pessoas com trajes formais. Abaixo da foto, reportagem em jornal com o título Figueira do Inferno foi aplaudida de pé. Na reportagem, foto do elenco, com cinco pessoas, três homens e duas mulheres. À esquerda, um anúncio: Dia 14, reabertura do teatro Universitário. Na parte central, reportagem: Só mais duas apresentações de Figueira do Inferno. Abaixo do anúncio e reportagem, em letras brancas: A próxima montagem do grupo foi em 1968 com a peça “Vestir os Nus” de Luigi Pirandello, sob direção de Clenio Faccin. Abaixo do texto, recorte com reportagem de jornal: Sucesso absoluto no Vestir os Nus. Na parte inferior da reportagem, fotos de um homem de bigode e de uma mulher, com cabelos lisos na altura dos ombros. Na parte central, anúncio do espetáculo: O Teatro Universitário apresenta: Vestir os Nus. No anúncio, sem imagens, consta o elenco, dramaturgo, diretor, informações de horário e local. Abaixo do anúncio, na mesma página, uma propaganda do Curso Pré-Vestibular Riachuelo. À direita, duas fotos em preto e branco de cenas do espetáculo Figueira do Inferno, com dois homens com trajes formais que contracenam em um cenário com sofá, mesa redonda baixa e tapete. Na parte inferior esquerda, parte de uma carta datilografada, que tem como destinatário o Magnífico Reitor. Na parte inferior direita, cartaz de divulgação do espetáculo Vestir os Nus, com orientação horizontal e fotos em preto e branco do elenco, além de informações sobre direção, produção, elenco e equipe técnica.
Banner retangular com orientação vertical e fundo rosa claro. À esquerda, escrito na vertical com letras vermelhas escuras, o título: Manizales e a Ruptura com a UFSM. Na parte superior, em letras pretas na horizontal: No início de 1968, o TUSM foi selecionado para participar do I Festival Latino Americano de Teatro Universitário, que ocorreu em Manizales, na Colômbia, em outubro daquele ano. O impacto da montagem foi tamanho que o grupo recebeu o terceiro lugar no festival e uma menção honrosa por parte do Júri. Abaixo do texto, três fotos da apresentação do espetáculo Arena Conta Zumbi. O elenco está com figurino todo preto, em um pequeno tablado. Eles têm os rostos pintados, a metade direita de branco e a metade esquerda de preto. O fundo tem grandes painéis, como esteiras de palha. Na primeira foto, eles estão perfilados e voltados para um personagem, que está agachado ao centro. Na segunda, estão com o braço direito levantado, com o punho cerrado. Um personagem está à frente, com a mão direita no ombro esquerdo. Na terceira, estão ajoelhados com as mãos unidas em frente ao peito, como em uma oração. À frente deles, um personagem está em pé com os braços abertos e olha para o alto. Abaixo das fotos, à esquerda, o cartaz do espetáculo para a apresentação no festival na Colômbia. Ao centro do cartaz, com fundo vermelho, uma figura que lembra uma máscara, formada por letras com o nome do espetáculo. A metade esquerda da máscara é feita de letras pretas e a metade direita, de letras brancas. Na parte inferior, indicação de dia e local, ainda em branco. À direita, dois desenhos do espetáculo, Na parte central e esquerda, em letras pretas: Na volta da Colômbia, o grupo dá continuidade ao espetáculo com apresentações em Santa Maria e Caxias do Sul, além de inúmeros convites para circulação no interior do estado e apresentações internacionais como a 2ª edição do Festival de Manizales e um giro por universidades americanas. Devido de desentendimentos políticos e operacionais sobre a Sala João Belém e as montagens de espetáculos, o TUSM encerrou suas atividades quando a sede do grupo foi esvaziada e em pouco tempo transformada na Boate do DCE. Clenio Faccin, junto com os remanescentes do TUSM, decidem dar continuidade ao teatro engajado, político e popular por meio de um grupo formado por universitários, mas sem a tutela da universidade. Assim, surgiu o Teatro Universitário Independente, popularmente conhecido como TUI. Na parte central direita, parte de uma carta datilografada. Na parte inferior, duas fotos em preto e branco e uma reportagem de jornal. Na primeira foto, Clênio Faccin cumprimenta um senhor em uma cerimônia. Na segunda foto, ele fala ao microfone, em um púlpito. A reportagem tem o título: Teatro Universitário da UFSM levará conhecida peça “Arena conta Zumbi” numa gira pelos Estados Unidos. A reportagem tem a foto de quatro pessoas do grupo, dois homens nas laterais e duas mulheres ao centro.
Banner retangular com orientação vertical e fundo amarelo. Na parte superior direita, em letras marrons, o título: Espetáculos Adultos. Abaixo do título, em letras menores: Em seus anos de grande circulação o TUI montou e remontou mais de 15 espetáculos adultos, muitos sofrendo com a censura e tolhidos pelo regime militar. Em pouco tempo se tornou uma referência de teatro do interior gaúcho levando a todos os públicos obras de autores nacionais. Abaixo do texto, os títulos de treze espetáculos. Abaixo dos títulos, ao centro do banner, cinco cartazes de espetáculos: Amor a 8 mãos, com um coração e mãos estilizadas na parte central. Freud Explica (Explica?), com o título em letras vermelhas sobre fundo branco na parte central e desenhos de rostos semelhantes cortados pela metade nas partes superior e inferior. A História de um Juiz, com o título escrito na capa de um livro ao centro e o desenho de uma balança. Nó cego, com o título em letras brancas sobre fundo preto e uma forca à esquerda. Se Chovesse Vocês Estragavam Todos, com o título em letras pretas, escrito na diagonal, com ilustração de um homem sentado escorado em uma cadeira, com o tronco voltado para trás e o rosto para o lado, como se estivesse desmaiado. Abaixo dos cartazes, quatro fotos em preto e branco dos espetáculos. Na primeira, um personagem com maquiagem de palhaço fala logo atrás de um homem de terno e expressão perturbada. Na segunda, jovens conversam de forma descontraída em uma sala de aula, alguns sentados e outros em pé. Na terceira, uma atriz e dois atores contracenam, com expressões preocupadas. Na quarta, uma mulher com expressão de estar passando mal escorada em uma mesa. Atrás dela, uma senhora e um senhor com expressões assustadas. À direita das fotos, em letras pretas: O espetáculo “Onde Não Houver Inimigo Urge Criar Um” se destacou pela criação de um filme de 15 minutos, em Super8, como introdução ao espetáculo propriamente dito. Além de ter sido montada durante dois momentos do TUI, com a primeira estreia em 1971 e a segunda em 1987. Na parte inferior, duas reportagens e duas fotos em preto e branco de um espetáculo. Nas fotos, dois homens contracenam, um deles com roupa e chapéu militar e outro de jaqueta, barba e cabelo volumoso.
Banner retangular com orientação vertical e fundo bege. Na parte superior esquerda, em letras marrons, o título Espetáculos Infantis. Abaixo do título, em letras pretas: Ao iniciar a circulação de espetáculos adultos, Clenio percebeu a necessidade de estimular no público o costume e a cultura de assistir teatro. Com isso, se candidatou e recebeu apoio do DAC/SEC (Departamento de Assuntos Culturais / Secretaria de Educação e Cultura) para a interiorização de teatro. Realiza apresentações em uma centena de cidades para um público de mais de cem mil espectadores durante cada ano. O grupo viajava sempre com dois espetáculos: o infantil com sessões durante o dia, e à noite o espetáculo adulto. Abaixo do texto, os títulos de oito espetáculos. Abaixo dos nomes, na parte central do banner, os cartazes de quatro espetáculos. O primeiro tem o título O Rapto das Cebolinhas, escrito em letras vazadas com contornos pretos sobre o desenho de uma grande capa que uma pessoa de costas para nós veste, com gola alta, como um detetive. A segunda tem o título As Aventuras de um Diabo Malandro, com o título em laranja na parte inferior esquerda, logo abaixo do desenho da turbina de um foguete branco, que tem duas pessoas sentadas na parte externa da frente. Da turbina, sai uma massa laranja, semelhante a carne moída, dando a impressão que as palavras do título são formadas pela combustão do foguete. Na parte central, um diabo laranja com tridente e asas de morcego pretas, que está sobre uma esfera, como um asteroide. O terceiro cartaz de espetáculo tem o título Maria Minhoca, escrito em letras vermelhas na parte Superior esquerda. Na parte central, desenho de uma minhoca com braços e rosto de mulher, que pega um cogumelo branco com bolas vermelhas no chão. Ela usa batom vermelho e um tope amarrado no cabelo. O último cartaz tem fundo azul claro e o título A Galinha dos Ovos de Ouro, escrito com letras vazadas em uma faixa vermelha. Na parte central, dois homens discutem, um deles com roupas simples marrons. O outro tem cabelos brancos, veste fraque com cartola azul e amarela, blazer azul e calça listrada amarelo e branco. O homem de fraque tem o corpo inclinado sobre o homem de marrom e mostra um ovo para ela, bem na frente do seu rosto. O homem de marrom tem a perna e o braço direito levantados, como se estivesse caindo para trás. À direita, uma senhora corpulenta abraça uma galinha branca, como se a estivesse defendendo. Ela usa roupa azul e avental amarelo. Em sua frente, uma criança de calça e suspensório vermelho, com o tronco voltado para frente e as mãos apoiadas no joelho observa a discussão entre os dois homens. Abaixo dos cartazes, à esquerda, quatro fotos em preto e branco dos espetáculos. A primeira tem um homem fantasiado com máscara próximo a uma casa de cachorro com o nome Gaspar escrito em cima da porta. A segunda tem um homem com um instrumento redondo próximo ao rosto de outro homem, como se o examinasse com uma lupa. Uma mulher abaixo da lupa observa o primeiro homem com expressão desconfiada. Na terceira, quatro personagens contracenam, em uma cena com muito movimento e uma das personagens em uma sacada de uma casa cenográfica. Na quarta foto, um homem com expressão de angústia e outro homem logo atrás dele, de capacete com expressão intensa, como um sorriso de pavor. À direita das fotos, um gráfico que mostra o público das apresentações nas diferentes cidades. Abaixo, na parte inferior, a capa de um relatório do espetáculo Aventuras de um Diabo Malandro, uma relação das cidades visitadas no segundo semestre de 1974, com o número de espectadores de cada cidade. E um mapa do Rio Grande do Sul, com diversos municípios circundados em vermelho, principalmente nas regiões central e oeste. Abaixo do mapa, em letras pretas: A parceria com o DAC/SEC foi até o final da década de 70, porém Clenio manteve a circulação de espetáculos pelo interior com a produção independente, negociando direto com escolas e prefeituras.
Banner retangular com orientação vertical e fundo verde claro. Na parte superior esquerda, em letras marrons na vertical, o título Montagens Autorais. Na parte superior, em letras pretas, na horizontal: Com o contínuo contato com o público infantil, surgiu no grupo a vontade de construir espetáculos que apresentassem discussões relevantes à realidade da época para as crianças. O TUI começou então a construir espetáculos voltados para o Teatro Educação de autoria de Clenio Faccin e de Mercedes Marques. Clenio escreveu e montou seu primeiro texto autoral “Recacau no Supermercado” com uma primeira montagem em 1978, e duas remontagens - a segunda em 1986 e a terceira nos anos 90. Abaixo do texto, duas fotos em preto e branco de cenas de um espetáculo, com os personagens com figurinos de produtos, como garrafa de bebida, embalagem de chocolate, lata de doce em calda, lata de milho verde e caixa de aveia. Abaixo das fotos, na parte central do banner, à esquerda, em letras pretas: O próximo texto foi uma releitura do espetáculo “A Galinhas dos Ovos de Ouro” denominada “Carlota Feliz” escrita por Clenio, com estreia em 1990. Por fim, o terceiro texto escrito por Clenio, foi “A Magia do Bem” com estreia em 1993. As próximas dramaturgias criadas para o grupo foram de autoria de Mercedes Marques, esposa de Clenio. Abaixo das fotos, três recortes com reportagens de jornal sobre os espetáculos Recacau no Supermercado, com foto dos personagens com figurinos de produtos, Carlota Feliz, com dois atores que contracenam, e uma reportagem com o título TUI – Sucesso absoluto em 93. À direita do texto e das reportagens, duas fotos coloridas do espetáculo Carlota Feliz, de 1996. Na primeira foto, uma personagem segura uma vassoura e usa vestido curto e florido. Um personagem de camisa xadrez e calça jeans fala ao centro da cena, com uma casa amarela cenográfica ao fundo. À direita, personagens com figurino de galinha e cachorro com grandes orelhas. Na segunda foto, o de camisa xadrez e o cachorro conversam frente a frente. Abaixo das reportagens e fotos, os títulos de cinco espetáculos. Abaixo dos títulos, cartazes de três espetáculos. O primeiro é do espetáculo “Complete: Ecologia é...”. Ao centro, cenário com sol ao fundo e duas árvores nas laterais, com as copas em formato de pirâmide. À frente, por todo palco, flores cenográficas de diversas cores, formatos e alturas. O segundo cartaz é do espetáculo “Higiene, sim senhor”, com o desenhos de objetos domésticos com pés, mãos e rostos humanos. Um germe faz cara de mau e corre atrás de uma escova de dentes, uma seringa e um objeto em formato oval. Um objeto em formato circular está caído de costas no chão, como se tivesse escorregado. O terceiro cartaz é do espetáculo Monopólio das Guloseimas, com o desenho em preto e branco de um menino que tem o nariz de um doce enroladinho, branco e vermelho. Na parte inferior, duas fotos coloridas, uma delas do espetáculo Lendo Laila Chega Lá, do ano 2000, com quatro pessoas do elenco perfiladas, três sentadas em um banco e um em pé, à direita. A segunda foto é do espetáculo Higiene, Sim Senhor, com personagens com figurino de escova de dente, seringa e cenário com grandes caixas de vitamina e xarope.
Banner retangular com orientação vertical e fundo verde claro. À esquerda, na parte central e inferior, escrito na vertical, em letras marrons, o título Formação de Elenco. Da parte superior até a parte central, em letras pretas, na horizontal: O TUI é anterior a criação do Curso de Artes Cênicas ou de Belas Artes da UFSM e por isso nunca foi exigido do elenco algum nível de graduação na área do teatro. O que o grupo necessitava era de envolvimento e dedicação, visto o intenso e constante trabalho na produção e circulação das apresentações. O elenco também era o responsável pela produção de cartazes, criação dos cenários, figurinos, montagem de toda a cenotécnica e iluminação de cada apresentação, junto com a desmontagem. A formação de elenco durante muitos anos acontecia na prática diária de apresentações, montagem e desmontagem de cenários, viagens e conversas. Por vezes o grupo realizava laboratórios de práticas físicas e oficinas de treinamento, além de oferecer cursos para renovar seu elenco de tempos em tempos. À direita, recorte com reportagem de jornal A Razão, com o título: Teatro Independente promove curso de iniciação e investigação teatral. Abaixo, outro recorte com o título: Curso de preparação para atores. Abaixo, em letras pretas: Muitas pessoas passaram pelo TUI, seja no elenco ou na técnica dos espetáculos. A principal constante era a presença e a condução de Clenio Faccin. Abaixo do texto, foto colorida de um grupo de 23 pessoas sentadas na plateia do teatro, com Clenio ao centro, na festa de 50 anos do TUI, em 2011. Na parte central do banner, um quadro com oito fotos coloridas das oficinas, com grupos que fazem exercícios corporais dentro do teatro, ensaio com estrutura de madeira semelhante a andaimes ao ar livre e apresentação com jovens em uma sala. Na parte inferior esquerda, três fotos do elenco do TUI, a primeira com o grupo em momento descontraído, alguns sentados e outros escorados em uma parede, a segunda com o grupo perfilado com a camisa do TUI e a terceira com o grupo vestindo figurinos em uma estrada de asfalto sem carros com montanhas arborizadas ao fundo. Na parte inferior direita, foto em preto e branco do elenco do TUI em 1979, com um grupo de 7 pessoas. Um homem de barba sorri ao centro. O restante está em volta dele, bem próximos e sérios. Um deles está com figurino de cachorro com grandes orelhas, uma delas está com uma touca com pequenas orelhas e outro segura um burro cenográfico.
Banner retangular com orientação vertical e fundo bege. À esquerda, em letras vermelhas escritas na vertical, o título: Reinventar o TUI. Na parte superior, em letras pretas na horizontal: Próximo aos anos 2000, Clenio começou a delegar parte da direção dos espetáculos do TUI para novas pessoas e, posteriormente, se afastar da produção e venda de apresentações do grupo. Iniciaram-se então, duas importantes mudanças no coletivo: a renovação do elenco sem Clenio e a transformação da sede do grupo em um teatro. A renovação do elenco ocorre ao integrar ao grupo estudantes recém-formados ou em formação do curso de Artes Cênicas e da Licenciatura em Teatro. Abaixo do texto, duas fotos coloridas, uma do grupo que conversa durante a construção do teatro, com vigas ainda cobertas por tábuas e sustentadas por toras de madeira. E outra do grupo com figurino e uma atriz em pé sobre os ombros de dois atores. À direita das fotos, em letras pretas: Entre os anos 2000 e 2010, aconteceu um momento de experimentação intensa. Os espetáculos de Teatro Educação aos poucos são deixados de lado visto que o afastamento de Clenio cria uma lacuna na produção e na logística diária da manutenção do TUI. O grupo inicia um período de experimentações de linguagens com o Bufão, Teatro de Revista e Farsas. Abaixo das fotos e do texto, em letras amarelas sobre caixas vermelhas, os nomes de oito espetáculos. Abaixo dos nomes, cinco fotos coloridas dos espetáculos. Na primeira, uma palhaça e um palhaço contracenam ao ar livre, com grande árvore ao fundo. Na segunda, dois personagens carregam um grande cilindro envolto por pano amarelo. Na terceira, dois personagens com roupas velhas sentados em um ônibus urbano. Na quarta, um personagem com chapéu de garrafa PET, com os punhos cerrados em frente ao peito, barriga de grávida feita de pano e pernas abertas com calça cor da pele, como se estivesse prestes a parir. Na quinta, um personagem com cara de triste e rosto apoiado na mão. Ao seu lado, personagem com cartola laranja, blazer preto com listras brancas e camisa engomada, com expressão de curiosidade. Ao lado das fotos, em letras pretas: Após 2010, o grupo diminui suas atividades focando em alguns espetáculos e buscando dar maior continuidade a eles. O TUI, antes um grupo numeroso ou com muitas parcerias, passou a reunir poucos integrantes e realizar espetáculos com elencos menores. Abaixo do texto e das fotos, os títulos de cinco espetáculos. Na parte inferior, quatro fotos coloridas dos espetáculos. Na primeira, uma senhora fala com as sobrancelhas levantadas, a cabeça inclinada para a esquerda e o rosto apoiado em um pano branco. Na segunda, um casal sentado à mesa com cara de brabos, como se discutissem. O homem olha para o lado oposto ao da mulher. Na terceira, quatro personagens com figurinos antigos e sujos olham para um mesmo ponto, ligeiramente no alto. Na quarta, um casal de senhores à mesa. A senhora toma mate.
Banner retangular com orientação vertical e fundo vermelho escuro. Na parte superior, em letras amarelas, o título: Teatro do TUI. Espaço Cultural Victorio Faccin. Abaixo do título, em letras brancas: Durante a década de 90 se estabeleceu a ideia de um construir um espaço para receber o público ao invés de ir até ele. Iniciam-se as obras que resultaram no Espaço Cultural Victorio Faccin. Abaixo do texto, à esquerda, seis fotos coloridas da construção do teatro. Na primeira, jovens sem camisa cortam uma tábua, em um corredor ao ar livre. Na segunda, três jovens sorriem dentro de buracos da construção. Na terceira, parte das paredes já levantadas e piso de concreto. Na quarta, um cachorro sentado em meio a escombros. Na quinta, estrutura da arquibancada. Na sexta, vigas de concreto cobertas por tábuas e sustentadas por toras de madeira. À direita das fotos, três reportagens de página inteira de jornal. A primeira tem o título TUI: primeiro ato. Ao centro, uma foto da construção com Clenio Faccin que sorri em primeiro plano à esquerda. A segunda tem o título Palco de Obras, com foto ao centro de Clenio na construção. A terceira tem o título Assim se faz um Teatro, com foto de quatro homens que carregam uma tora de madeira na construção. Abaixo das fotos, em letras brancas: O nome é uma homenagem de Clenio ao seu pai, importante apoiador de todas as movimentações de Faccin na área teatral. As reformas e adaptações duraram anos e em 2007 o ECVF é finalmente aberto como teatro. Os primeiros anos são difíceis e demandam muito do elenco do TUI, pela manutenção constante exigida por um espaço teatral. Abaixo do texto, três fotos da fachada finalizada do prédio, que é predominantemente amarela, com detalhes e base em azul. À direita das fotos, em letras brancas: Em meio a dificuldades, o TUI convida o Teatro Por Que Não? para dividir a gestão do ECVF. Se forma então, a administração que se mantém até hoje na gestão do local. Os trabalhos crescem e se multiplicam, consolidando de vez o ECVF como um importante marco da cultural de Santa Maria. Abaixo do texto, três reportagens de jornal. A primeira é sobre a reforma do teatro. A segunda é sobre a história e gestão compartilhada do espaço. A terceira é uma foto de capa sobre uma mostra de teatro, com um ator e uma atriz no palco, frente a frente, com um dos joelhos apoiados no chão e as palmas das mãos voltadas para o alto.

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